
Russel Davies elaborou recentemente em seu blog uma perspectiva sobre o mundo pós-digital, em como ele enxerga a movimentação da indústria enquanto o diálogo digital deixa de ser ‘o engajamento das marcas com seus consumidores na tela do computador’ para se tornar ‘o engajamento das marcas com seus consumidores quando o mediador da comunicação se torna o próprio produto da marca‘.
Esse novo diálogo propõe que a comunicação “digital” irá nos envolver até no mundo real, talvez usando objetos físicos/produtos como mediadores, e não apenas a tela do computador.
De acordo com Davies,
“As coisas que as tecnologias digitais tem catalisado online e nas telas estão migrando para o mundo real dos objetos. Idéias e possibilidades de fazer comunidade, conversação, colaboração e criatividade estão resultando em coisas reais, eventos reais, lugares reais, objetos reais. Não estou dizendo que estas coisas são, portanto, melhores, ou que a internet está ficando velha. O que eu quero dizer é que existem coisas novas e interessantes acontecendo na vida real e que elas tem vantagens que não se aplicam online.”
Existem vários exemplos de produtos construídos com datastreams (como o Nike+), e tecnologias que estão ajudando a construir pontes entre o mundo digital e analógico, com produtos sendo mediadores. A DoGood desenvolveu um conceito para um copo de café reutilizável que pode ser “dobrado” para guardar no bolso ou na bolsa. O produto é possui um relógio de bateria à luz solar, integração Bluetooth com o celular, feed do Twitter em tempo real e check-in automático no Foursquare. O conceito está disponível no jovoto, um mercado para ideias criativas.

Quando os produtos se tornam um meio de escolha, e não somente um perfil em uma mídia social, o desafio está em como construir modelos de negócio e comunicação em torno destes produtos, que tem neles próprios canais de comunicação embutidos.
Via PSFK

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